O bebê tão esperado chegou em casa, e os pais enfrentam uma nova realidade - repleta de momentos gratificantes, mas também de desafios que exigem um grande esforço de adaptação.

 

 

Os horários e rotinas mudam, e o principal problema são as noites de insônia: nas primeiras semanas, os bebês têm um sono muito irregular e exigem a atenção permanente dos pais. Em geral, são as mulheres que atendem primeiro ao chamado dos filhos, mesmo precisando dormir mais e melhor. 

 

Para desvendar o mistério – que muitas vezes acaba em discussões e negociações intermináveis - profissionais da empresa de consultoria inglesa Mindlab estudaram os efeitos do choro sobre o sono dos pais. 

 

Eles descobriram que esse som acorda mais as mulheres que os homens, que percebem melhor o alarme de um carro e uma mosca zumbindo que os soluços e gemidos de um bebê.

 

Para chegar a essas conclusões, a equipe de pesquisadores chefiada pelo psicólogo David Lewis recriou o ambiente em que cada voluntário dormia e reproduziu os sons. A atividade cerebral foi medida com técnicas de eletroencefalografia (EEG), que detectaram diferentes níveis de alteração neuronal. As imagens revelaram que tanto homens como mulheres sofrem alterações idênticas durante o sono quando ouvem a tosse ou o ronco do parceiro. 

 

 

No entanto, as mulheres se mostraram mais atentas ao choro do bebê, o que pode estar relacionado a diferenças evolutivas. Segundo Lewis, as mulheres são mais sensíveis a ameaças potenciais aos filhos, enquanto os homens respondem a perturbações que afetam a estabilidade de toda a família.

 

Por que os bebês acordam durante a noite?

 

Algumas crianças pequenas não conseguem dormir por horas seguidas. Isso acontece com a maioria dos bebês e existem diversas teorias científicas que explicam esse comportamento. 

 

Uma das mais recentes e insólitas é a do professor David Haig, da Universidade de Harvard, que acredita que os bebês –por volta dos 18 meses - acordam para evitar que a mãe engravide novamente. Segundo o cientista, isso prolongaria a amenorreia da lactação -infertilidade própria deste ciclo - de forma a atrasar a concepção.

 

Já foi demonstrado que o nascimento de uma nova criança pouco meses depois de um parto anterior fragiliza tanto a mãe como o primogênito, sobretudo em famílias de baixa renda. Segundo essa hipótese, os bebês teriam evoluído para acordar as mães e estimulá-las a continuar produzindo leite, suprimindo a função ovariana e impossibilitando uma nova concepção.

 

Quando o choro noturno intermitente se prolonga por mais de três ou quatro meses, alguns especialistas sugerem que os pais deixem o bebê se acalmar sozinho até voltar a dormir. Outra atitude benéfica é manter certas rotinas de sono, como colocar a criança para dormir sempre à mesma hora e deixá-la adormecer sozinha.

 

Fonte: Home & Health